Aonde eu estava mesmo?

Vivi Lima, Fau Ferreira & CA Ribeiro
Segunda-feira - De 15 em 15 dias

domingo, 29 de junho de 2008

Tudo não passa de interpretação.

Você pode achar que sim ou ter certeza do exato contrário. Depende de você. E minha parte não é entender. A angústia do não saber, não querer e desejar... Junção de muitas coisas que acrescenta ao vazio potência!

E eu estou aqui.... só! Com você! Que não está aqui. Com um vazio de muitas coisas e um papel cheio de rabiscos. Coisas que não merecem ser lidas, mas nem por isso desistem. Todos os possíveis leitores estão comigo, privando-me de dizer o que me grita na mente.

Dúvida. Mais uma palavra, mentira trocada, por qualquer trocado. Troco o assunto. Penso em falar da vida, das cores, das flores, das dores, mas nada disso me afasta. Volto ao ínicio. Insisto.

Que tal o trabalho? Mas quanto trabalho me dá esquecer essa coisa morta que a todo instante ressucita. Não existe nada mais vivo. Nada mais vivo, apenas conto o tempo. Ou o tempo me conta da sua existência.

Mudo coisas de lugar, mas não mudo o lugar das coisas. Mudo, mas não cego pro que vejo. Abro todas a janelas e portas, mas continuo presa dentro de mim mesma.

Ah, nem eu mesma sei definir o que sinto... afinal, tudo não passa de interpretação! Você pode sentir o mesmo e achar que é normal, que é a vida.

Eu posso passar horas a falar, você pode nem notar. Entender o que eu não quis dizer, reinventar pra você. Você pode calar, mas nunca a voz do interior. É isso!

Vivi Lima

4 comentários:

Carlinhos Ribeiro disse...

Vivinha, acho que esse texto é o melhor desse blog, até agora!

Era um texto assim que eu imaginava quando pensei nesse blog. Talvez não pulando tanto de assuntos, porque eu não tinha conseguido isso, mas assim ficou ótimo!
Parabéns!

Thiago César disse...

é exatamente isso!

aluisio martins disse...

Perfeito. Tão perfeito que vc me trouxe de volta a solidão inóspita do diálo poético e da vida, também poética, claro.
Abs

aluisio martins disse...

Perfeito. Tão perfeito que vc me trouxe de volta a solidão inóspita do diálogo poético e da vida, também poética, claro.
Abs